O Banco Central Europeu (BCE) decidiu nesta quinta-feira (24) manter suas taxas de juros em 2%, após uma série de oito reduções desde 2024. A decisão reflete a cautela da autoridade monetária frente ao cenário externo ainda incerto, principalmente devido às tensões comerciais entre União Europeia e Estados Unidos.
O corte mais recente havia ocorrido no mês passado, reduzindo a taxa de 2,25% para os atuais 2%. Agora, com a inflação estabilizada no patamar da meta de 2% e sinais de resiliência da economia europeia, o BCE optou por uma pausa no afrouxamento monetário. “O ambiente continua excepcionalmente incerto, especialmente por causa das disputas comerciais”, informou o conselho da instituição.

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Diplomatas da UE revelaram que as negociações com o governo de Donald Trump estão próximas de um acordo que prevê uma tarifa média de 15% sobre produtos europeus. Esse valor é menos agressivo do que os 30% inicialmente ameaçados, mas ainda acima do cenário-base de 10% considerado pelo BCE em suas projeções de junho.
Segundo o BCE, tarifas mais elevadas poderiam desacelerar o crescimento e pressionar a inflação da zona do euro no médio prazo. Caso um acordo moderado se confirme, analistas acreditam que o BCE poderá manter os juros estáveis até o fim do ano, sem necessidade de novos cortes.
Apesar da moderação econômica, os bancos da região relatam aumento na demanda por crédito, enquanto o investimento público tem compensado parte da insegurança causada pelo comércio global. A autoridade monetária reiterou que suas decisões seguirão sendo avaliadas “reunião por reunião”, com base nas perspectivas inflacionárias e nos riscos associados.





