Os integrantes do comitê de política monetária do Federal Reserve (Fed) expressaram preocupação com o risco de pressões inflacionárias persistentes, exacerbadas pelas políticas esperadas com o retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos. Na ata da última reunião do Fomc (Federal Open Market Committee), realizada em 17 e 18 de dezembro, o Fed reduziu os juros em 0,25 ponto percentual.
As projeções divulgadas após a reunião indicam que as autoridades preveem uma redução de apenas 0,5 ponto percentual na taxa de juros para este ano, em contraste com os 1 ponto percentual projetados em setembro. No entanto, o cenário de incertezas está crescendo, especialmente devido à perspectiva de novas tarifas e mudanças nas políticas comerciais e de imigração com o novo governo.

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Jerome Powell, chair do Fed, comparou a situação a dirigir em uma “noite de neblina” ou entrar em uma “sala escura cheia de móveis”, ressaltando a cautela necessária nas próximas decisões, dadas as incertezas que cercam a administração Trump.
A ata também mostrou que o Fed está observando o processo inflacionário de perto, prevendo que a inflação possa continuar desacelerando em direção à meta de 2%, mas destacando que as leituras recentes foram mais altas do que o esperado. Algumas autoridades indicaram que o processo desinflacionário pode ser mais lento, o que levanta preocupações sobre a eficácia de novas medidas de flexibilização.
A reunião também debateu os impactos econômicos das políticas propostas por Trump, como tarifas mais altas e regras de imigração mais rígidas, que poderiam resultar em menor crescimento econômico e aumento do desemprego. A equipe do Fed reconheceu que ainda é cedo para avaliar o impacto total dessas políticas, mas sinalizou que o ambiente econômico pode se tornar mais desafiador.




