O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) avançou 0,87% em maio, desacelerando em relação à alta de 2,41% registrada em abril, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o indicador acumula elevação de 3,82% no ano e de 2,53% nos últimos 12 meses.
A perda de força do índice foi influenciada principalmente pelo comportamento dos preços agropecuários. Produtos como café em grão, cana-de-açúcar e milho registraram recuos, reduzindo a pressão sobre os preços ao produtor. A queda dessas commodities também contribuiu para a diminuição dos preços do etanol, refletindo-se em diferentes etapas da cadeia produtiva.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde pela maior parcela do IGP-DI, subiu 0,95% em maio, desacelerando de forma significativa frente aos 3,09% observados no mês anterior. O movimento foi impulsionado pela menor alta das matérias-primas brutas, dos bens intermediários e dos produtos finais.

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No varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) avançou 0,60%, abaixo dos 0,88% registrados em abril. A desaceleração foi favorecida principalmente pela queda nos preços dos transportes, com destaque para a redução do valor dos combustíveis. Em contrapartida, grupos como habitação, alimentação, vestuário e despesas diversas apresentaram aceleração.
Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 0,88% em maio, também em ritmo inferior ao observado em abril, quando havia avançado 1,00%. Os custos relacionados a materiais, serviços e mão de obra continuaram subindo, porém de forma mais moderada.
Apesar da desaceleração dos índices gerais, o levantamento mostrou que a disseminação dos aumentos de preços permaneceu elevada. O Índice de Difusão, que mede a proporção de itens com alta, avançou para 64,84%, indicando que a pressão inflacionária segue espalhada por diversos segmentos da economia.





