Os preços ao produtor da indústria brasileira avançaram 0,12% em dezembro frente a novembro, após recuo de 0,35% no mês anterior, segundo o Índice de Preços ao Produtor (IPP) divulgado pelo IBGE. O resultado foi influenciado principalmente pelas indústrias extrativas (3,13%) e pela metalurgia (2,24%), além de máquinas e equipamentos elétricos (1,87%) e outros equipamentos de transporte (1,74%).
Ainda assim, o setor de alimentos exerceu a maior pressão individual sobre o índice geral, com impacto negativo de 0,19 ponto percentual, seguido por outros produtos químicos (-0,09 p.p.).
No acumulado de 2025, a indústria registrou deflação de 4,53%, revertendo a alta de 9,28% observada em 2024, movimento puxado sobretudo pela queda nos preços de alimentos, petróleo e minério de ferro, em meio à maior oferta global e demanda moderada.
Entre as grandes categorias econômicas, bens intermediários recuaram 7,27% no ano, enquanto bens de capital subiram 0,78% e bens de consumo caíram 1,53%, evidenciando um cenário de acomodação de custos na porta de fábrica.





