>>>

Déficit em conta corrente fica em 3,02% do PIB em 2025, mostra Banco Central

Saldo externo permanece elevado, mas resultado de dezembro surpreende positivamente e balança comercial segue como principal suporte.

O déficit em conta corrente do Brasil atingiu 3,02% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, praticamente estável em relação aos 3,03% registrados em 2024, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira. Em valores nominais, o país encerrou o ano com saldo negativo acumulado de US$ 68,791 bilhões, levemente acima do déficit de US$ 66,168 bilhões observado no ano anterior.

Em dezembro, o déficit em transações correntes somou US$ 3,363 bilhões, resultado bem melhor do que o esperado pelo mercado, que projetava um rombo de US$ 5,3 bilhões, conforme pesquisa da Reuters. O desempenho também representou melhora expressiva frente ao mesmo mês de 2024, quando o déficit havia alcançado US$ 10,237 bilhões.

Clique aqui para começar a investir com quem entende

Os investimentos diretos no país (IDP) apresentaram comportamento atípico no último mês do ano, com saída líquida de US$ 5,248 bilhões, contrariando a expectativa de ingresso de US$ 1,0 bilhão e o resultado positivo registrado em dezembro do ano anterior. Segundo o Banco Central, o movimento foi influenciado principalmente pela forte saída de lucros reinvestidos, que superou os ganhos auferidos no período, apesar das entradas em participação no capital e nas operações intercompanhia. Ainda assim, no acumulado de 2025, o investimento direto somou US$ 77,676 bilhões, acima dos US$ 74,091 bilhões registrados em 2024.

Entre os componentes das contas externas, a balança comercial seguiu como principal fator de compensação, com superávit de US$ 8,814 bilhões em dezembro e saldo positivo de US$ 59,952 bilhões no fechamento do ano. A conta de serviços registrou déficit de US$ 3,816 bilhões no mês, enquanto a conta de renda primária apresentou rombo de US$ 9,224 bilhões em dezembro, encerrando 2025 com déficit acumulado de US$ 81,347 bilhões.

Quer saber como isto afeta os seus investimentos? Converse agora com um assessor de investimentos da Allure Capital e descubra!