A atividade empresarial da zona do euro manteve um ritmo estável de crescimento em novembro, em meio a um cenário global de incertezas. Segundo a leitura preliminar do Índice de Gerentes de Compras (PMI) Composto do HCOB, compilado pela S&P Global, o indicador caiu marginalmente de 52,5 em outubro para 52,4, ligeiramente abaixo da expectativa de analistas, mas permanecendo pelo 11º mês consecutivo acima da marca de 50 pontos, referência que separa expansão de contração.
O desempenho foi novamente sustentado pelo setor de serviços, que apresentou sua leitura mais forte desde maio de 2024. O PMI de serviços subiu para 53,1, superando as projeções e reforçando o papel do segmento como motor econômico do bloco. Apesar da desaceleração significativa na Alemanha, os prestadores de serviços na França retornaram ao crescimento, contribuindo para manter o impulso da região. “O setor de serviços da zona do euro é um raio de esperança”, afirmou Cyrus de la Rubia, economista-chefe do Hamburg Commercial Bank, destacando que a resiliência do segmento deve dar suporte a uma expansão mais acelerada no quarto trimestre.

Clique aqui para começar a investir com quem entende
Em sentido oposto, a indústria voltou ao território de contração. O PMI industrial caiu de 50,0 para 49,7, abaixo das previsões e no menor nível desde junho. A demanda enfraquecida levou as fábricas a reduzir empregos no ritmo mais rápido em sete meses, apesar de enfrentarem uma pressão crescente nos custos de insumos, que avançaram à maior taxa desde março. Ainda assim, as empresas absorveram grande parte desse aumento, resultando no menor crescimento dos preços de produção em mais de um ano.
Mesmo com a divergência entre os setores, o bloco europeu tem demonstrado resiliência ao longo de 2024. A melhora gradual da confiança empresarial sugere que a zona do euro deve manter seu ritmo de crescimento moderado no fim do ano, apoiada principalmente pelo peso do setor de serviços na economia.




