A produção industrial brasileira caiu 0,2% em julho, frente a junho, mantendo a sequência de resultados negativos iniciada em abril, quando começou a acumular retração de 1,5%. Apesar da baixa, o setor segue 1,7% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020), mas permanece 15,3% distante do recorde de maio de 2011. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (3) pelo IBGE.
Na visão do gerente da pesquisa, André Macedo, a desaceleração reflete os efeitos de uma política monetária mais restritiva, que encarece o crédito e reduz consumo e investimentos, limitando o ritmo de crescimento do setor. No acumulado do ano, a indústria ainda registra avanço de 1,1%, e em 12 meses, de 1,9%.

Clique aqui para começar a investir com quem entende
Entre os ramos pesquisados, 13 das 25 atividades registraram queda, com destaque para metalurgia (-2,3%), outros equipamentos de transporte (-5,3%) e bebidas (-2,2%). Já entre os segmentos em alta, sobressaíram produtos farmoquímicos e farmacêuticos (7,9%), alimentícios (1,1%) e químicos (1,8%).
Na comparação com julho de 2024, houve leve alta de 0,2%, impulsionada pelas indústrias extrativas, com avanço de 6,3% graças ao aumento da produção de petróleo e gás natural. Apesar do sinal positivo em alguns setores, a indústria segue em trajetória marcada por oscilações e dificuldade de recuperação consistente.




