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Inflação na zona do euro se mantém em 2% e BCE ganha fôlego para pausar cortes de juros

Manutenção da inflação na meta reforça a estratégia cautelosa do Banco Central Europeu, em meio a tensões comerciais e sinais mistos da economia.

A inflação anual da zona do euro permaneceu em 2% em julho, exatamente na meta estabelecida pelo Banco Central Europeu (BCE), segundo dados divulgados pelo Eurostat nesta sexta-feira. O resultado corrobora a leitura mais benigna do BCE em relação à evolução dos preços e reforça os argumentos para manter as taxas de juros inalteradas por um período mais longo, após um ciclo recente de redução nos custos de empréstimos.

Apesar de o número ter ficado levemente acima das expectativas do mercado, o BCE não demonstra preocupação, focando suas atenções nas tendências subjacentes. O núcleo da inflação, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, repetiu a taxa de 2,3%, refletindo um equilíbrio entre a leve desaceleração dos preços de serviços, de 3,3% para 3,1%, e a alta na inflação de bens.

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O BCE reduziu pela metade sua taxa básica de juros recentemente, fixando-a em 2%, e sinalizou que novas reduções dependerão da evolução do cenário econômico. Com o alívio nas tensões comerciais após um acordo com os Estados Unidos e o frágil crescimento do PIB no segundo trimestre, os analistas avaliam que a autoridade monetária tende a adotar uma postura ainda mais cautelosa. O recente enfraquecimento do euro também pesa nas decisões, pois influencia os preços de importações e pode reacender pressões inflacionárias.

Segundo Carsten Brzeski, economista-chefe do ING, “os últimos desenvolvimentos comerciais e o fato de se evitar um conflito comercial mais amplo reduziram a necessidade de o BCE cortar juros para estimular a economia”. Como reflexo, os mercados financeiros agora precificam menos de 50% de chance de um novo corte de juros ainda este ano, indicando que a margem para mais estímulos monetários está cada vez mais restrita.

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