O Bradesco (BBDC4) reportou nesta quarta-feira (7) um lucro líquido recorrente de R$ 5,86 bilhões no primeiro trimestre de 2025, representando um crescimento de 39,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. O número superou as expectativas do mercado, que projetavam lucro de R$ 5,47 bilhões, segundo estimativas da LSEG. Já o lucro contábil somou R$ 5,8 bilhões, alta de 37,8% na comparação anual.
Em comunicado, a administração do banco destacou que a melhora da rentabilidade é resultado de avanços operacionais e dos efeitos do plano de transformação. “As perspectivas para o restante do ano seguem em linha com o guidance atual”, afirmou o Bradesco.
A margem com clientes que reflete os ganhos com operações de crédito cresceu 15,5% em um ano, atingindo R$ 16,7 bilhões. Isso contribuiu para o aumento de 13,7% na margem financeira total, que somou R$ 17,2 bilhões, apesar da queda de 26,7% na margem com mercado.
A carteira de crédito do banco encerrou o trimestre com R$ 1 trilhão, alta de 12,9% em relação a março de 2024. A inadimplência acima de 90 dias recuou para 4,3%, uma melhora de 1,8 ponto percentual no comparativo anual. O retorno anualizado sobre o patrimônio líquido (ROAE) foi de 22,4%, alta de 2,6 pontos percentuais em 12 meses.

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As despesas com provisões para devedores duvidosos (PDD) caíram 2,2% no ano, para R$ 7,64 bilhões. Já as receitas com serviços tiveram leve alta de 1,3%, somando R$ 9,77 bilhões. As despesas operacionais totalizaram R$ 15 bilhões, crescimento de 12,3% na comparação anual, mas com queda de 8,6% frente ao último trimestre de 2024.
No segmento de seguros, o Bradesco registrou lucro líquido recorrente de R$ 2,4 bilhões, alta de 25,3% em relação ao primeiro trimestre de 2024, ainda que com queda de 3,6% frente ao trimestre anterior. As provisões técnicas subiram 11,2% em 12 meses, atingindo R$ 414,3 bilhões.
Como parte de sua reestruturação, o banco reduziu o número de agências físicas, que passou de 2.704 no primeiro trimestre de 2024 para 2.284 unidades em março de 2025. A estratégia inclui a digitalização de serviços e a reorganização dos pontos de atendimento, que totalizaram 2.276 no fim do período.
O índice de Basileia total ficou em 15,4%, acima dos 15,1% de um ano antes. Já o índice de capital nível 1 alcançou 13%, ante 12,6% no mesmo comparativo. A instituição reforçou seu compromisso com solidez financeira e eficiência operacional como pilares para sustentar o crescimento ao longo de 2025.




