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IGP-DI sobe 0,30% em abril e acumula alta de 8,11% em 12 meses

Alta nos preços industriais e reajuste de medicamentos pressionam índice, segundo FGV.

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou avanço de 0,30% em abril, após ter recuado 0,50% em março, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE). Com o resultado, o índice acumula alta de 0,90% no ano e de expressivos 8,11% nos últimos 12 meses. Em abril do ano passado, o indicador havia subido 0,72% e acumulava queda de 2,32% no mesmo período.

O principal motor da aceleração foi o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que passou de uma queda de 0,88% em março para uma alta de 0,20% em abril. “O comportamento do IPA reflete, em grande parte, as altas nos preços da indústria de transformação, com destaque para os alimentos processados. Esses movimentos podem indicar repasses de preços ao consumidor mais elevados para esse grupo de itens”, explicou Matheus Dias, economista do FGV IBRE.

Nos diferentes estágios de produção do IPA, os Bens Finais aceleraram de 0,47% para 1,03%, enquanto os Bens Intermediários avançaram 0,23%, após recuo de 0,29% no mês anterior. Já as Matérias-Primas Brutas continuaram em queda, com recuo de 0,34%, embora em ritmo menor que o de março (-2,10%).

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O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), por sua vez, apresentou aceleração de 0,44% para 0,52% em abril. O grupo Saúde e Cuidados Pessoais foi o principal responsável pela alta, com variação de 1,41%, refletindo os reajustes autorizados para os medicamentos a partir deste mês. Também contribuíram para a aceleração os grupos de Educação, Leitura e Recreação, Despesas Diversas e Vestuário. Em sentido contrário, Alimentação, Transportes, Comunicação e Habitação desaceleraram.

Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,52% em abril, ante 0,39% no mês anterior. Houve avanço em Materiais e Equipamentos (0,43%) e Serviços (0,57%), enquanto o grupo Mão de Obra manteve a taxa de 0,61%.

O núcleo do IPC – que exclui itens com variações extremas – ficou em 0,48%, levemente acima dos 0,46% registrados em março. O Índice de Difusão, que mostra a proporção de itens com alta de preços, subiu para 66,13%, ante 62,58% no mês anterior, sinalizando aumento da disseminação inflacionária.

O resultado de abril confirma a tendência de retomada da inflação ao produtor e ao consumidor, com efeitos já perceptíveis em segmentos sensíveis, como alimentos industrializados e medicamentos.

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