O Grupo Carrefour Brasil (CRFB3) encerrou o primeiro trimestre de 2025 com lucro líquido ajustado controlador de R$ 282 milhões, resultado 5,5 vezes superior aos R$ 52 milhões registrados no mesmo período do ano passado — um avanço de 446,6%. O forte desempenho marca o último balanço da companhia como empresa listada na B3, após a decisão do controlador de fechar o capital.
O Ebitda ajustado consolidado atingiu R$ 1,47 bilhão, alta de 3,7% na comparação anual. A margem Ebitda ajustada ficou em 5,6%, praticamente estável frente aos 5,7% registrados um ano antes. Já a receita líquida totalizou R$ 26,1 bilhões, com crescimento de 5,1% em relação ao primeiro trimestre de 2024.
De acordo com Eric Alencar, diretor financeiro do Carrefour, os resultados refletem “gestão mais eficiente de custos, disciplina de capital e desempenho sólido do Atacadão”.

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O braço de atacarejo da companhia manteve protagonismo, sendo responsável por 72% das vendas totais. O Atacadão apresentou vendas brutas de R$ 20,7 bilhões, um avanço de 7,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. A margem Ebitda do canal cash & carry foi de 6,8%, aumento de 0,2 ponto percentual, impulsionada pela maturação de lojas convertidas do Grupo BIG e pela introdução de novos serviços, como padarias e açougues.
Em contrapartida, o segmento de varejo apresentou retração de 6,3% nas vendas brutas, impactado pela reestruturação do portfólio de lojas e pela Páscoa, que em 2025 ocorreu no segundo trimestre.
Já o banco Carrefour registrou Ebitda ajustado de R$ 228 milhões, crescimento de 11,8% na comparação anual. A carteira de crédito da instituição alcançou R$ 29 bilhões, alta de 16,2%. O desempenho veio apesar da elevação na inadimplência, consequência das novas regras impostas pelo Banco Central.
Com os resultados expressivos, o Carrefour Brasil encerra sua trajetória na bolsa sinalizando solidez operacional e forte geração de valor em seus principais negócios.





